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Grande e para todos

Author: Delman Ferreira

Lalá,

não concordo quando afirmas que: a candidata escolhida por Lula não diz a que veio e só se permite comparar indicadores do governo Lula contra os do governo FHC’. Não concordo, e não poderia perder a oportunidade para mais um bom debate.

Penso que uma eleição presidencial é uma grande oportunidade, renovada a cada 4 anos, que o país inteiro tem para refletir e se perguntar o que quer ser, onde pretende chegar ao fim dos próximos 4 anos.

Esta é a pergunta que os atuais candidatos tem que responder: O que seremos em 2014? O que apontamos para 2020? E 2050? Um governo tem a obrigação de apontar caminhos e dizer claramente para onde seu projeto levará o País. Um governo tem que despertar sonhos e renovar esperanças.

Não basta apenas apresentar propostas pontuais para Saúde, Educação, Segurança, Cultura, Esportes, Infraestrutura, Meio Ambiente, etc. É preciso apontar um norte para onde o país se encaminhe. Um objetivo a ser alcançado. Um nexo que aglutine todos os planos setoriais. De tal forma que Saúde, Educação, Segurança, e todos os outros planos, tenham coerência entre sí e, pela sinergia, se somem para alcançar o objetivo traçado. Principalmente, é preciso ter um objetivo que conquiste e mobilize a Nação.

Dilma nos oferece um projeto com este perfil. Claro, objetivo e contundente: erradicar a miséria até 2014 e consolidar o Brasil como um dos protagonistas e líderes mundiais. Um país grande e para todos. Um ambicioso projeto, eivado de ousadia.

Não devemos, jamais, esquecer que, até 2003, o Brasil era um país monitorado por organismos internacionais, como FMI, Banco Mundial, etc. Nos tratavam como incapazes. Éramos governados por um pensamento colonizado e subalterno. Um país teleguiado, que tinha abdicado da Soberania e de determinar os próprios destinos. Auto-determinação e Soberania eram palavras malditas, coisa de esquerdistas radicais jurássicos.

A miséria e a exclusão social eram intrínsecas ao nosso método de organização e de desenvolvimento. Eram parte constituinte dos planos de crescimento. De acordo com a ideologia vigente, não seria possível integrar 100% dos brasileiros no mercado de consumo porque nosso parque industrial não comportaria. Sem produção e sem oferta, a pressão de demanda provocaria maior inflação. Fruto dessa lógica perversa, para não elevar a inflação, a grande maioria da população (mais de 70%) era condenada e excluída dos benefícios de qualquer crescimento, eram não-cidadãos não-desejados. Como resultado, tínhamos um país refém de planos externos e voltado para menos de 30% da população.

Erradicar a miséria e garantir os caminhos para ascensão social, implica que o país vai ter que se estruturar de forma sustentável para receber todos estes milhões de novos cidadãos, com suas naturais demandas e exigências sociais.

Setores como Educação, Saúde, Segurança, Meio Ambiente, Infraestrutura, Cultura, Esportes, etc., deverão ganhar musculatura para atender uma nova realidade na qual os brasileiros, na medida em que elevam seu padrão de vida, também elevam seu padrão de exigência. Essa dialética social será um mecanismo determinante para garantir a sustentabilidade do projeto de um país grande e para todos.

Um país capaz de erradicar a miséria e se colocar como protagonista mundial, disputando espaços geopolíticos com os gigantes que sempre impuseram sua vontade ao mundo, será um país muito melhor do que este que temos hoje.

Dilma nos convida a sonhar com um Brasil Grande e para Todos. Sonhar um sonho que se sustenta na realidade e na dialética do próprio processo de construção de um novo Brasil.

(ago/2010)

“Um outro mundo é possivel”

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Vou votar em Dilma pela sensibilidade de colocar a erradicação da miséria como meta maior de seu governo. Por sua tenacidade, por sua brasilidade, pela capacidade de coordenação e de fazer as coisas andarem.

Voto em Dilma como fator de consolidação de nosso processo democrático. Porque só seremos um país efetivamente democrático quando erradicarmos a miséria e oferecermos oportunidades iguais para todos os brasileiros. Porque, muito além do simples direito de votar, Democracia significa garantir cidadania. Garantir que todos – 100% dos brasileiros – terão o direito de participar dos desafios nacionais e de usufruir dos resultados alcançados. Democracia é socializar os benefícios. Inclusão social é Democracia.

Gosto muito de uma sabedoria marinheira que diz: “não se dá cavalo-de-pau em transatlântico”. Hoje, o Brasil é um transatlântico no rumo de um norte promissor. Para alcançar este Norte, precisamos fortalecer as bases de nossa navegação.

Conquistamos e avançamos muito nesta primeira década do século XXI. E queremos muito mais. Entretanto, antes de dar novos passos e de avançar ainda mais, é preciso consolidar o que já conquistamos. Precisamos criar as condições estruturais para impedir retrocessos ou “cavalos-de-pau”.

Para consolidar os avanços, teremos que enfrentar desafios gigantescos. Desafios que se interpenetram e complementam. Desafios que são condicionantes uns dos outros. Não será possível enfrentar uns e deixar outros para depois.  Desafios que impõem simultaneidade. Desafios que exigem uma extraordinária capacidade de coordenação.

Neste momento, na Presidência da República, precisamos de uma pessoa capaz de compreender a diversidade e complexidade de nossa sociedade. Capaz de perceber a dimensão histórica de nosso caminhar atual e das largas passadas que demos em tão pouco tempo. Capaz de compreender o que é preciso fazer neste próximo período para a consolidação dos avanços que já conquistamos. Uma pessoa com grande senso de urgência e oportunidade.

O Brasil tem pressa. Desde a Constituição de 1988, os brasileiros anseiam por modernização. Anseiam por um país que assegure as condições para que todos os seus cidadãos possam viver bem. Anseiam romper com séculos de colonização.

O Brasil mudou. A inclusão social passou a ser o centro das políticas do governo. Erradicar a miséria passou a ser meta.  O Brasil de hoje, aposta na sua gente, na própria inteligência, na capacidade de trabalho e na competência de suas empresas.

Dilma tem pressa. Dilma é determinada e tem extraordinária capacidade de coordenação. Uma capacidade gerencial reconhecida por todos, sejam amigos, partidários,  adversários, oposicionistas ou mesmo aqueles que tenham se incomodado com uma resposta mais contundente. Por onde passou, Dilma deu provas irrefutáveis de sua capacidade de superar desafios sem perder de vista o objetivo traçado.

Em 2001, Dilma era a Secretária de Energia do Rio Grande do Sul. Enquanto o Brasil inteiro amargava sete meses de racionamento de energia elétrica, o Rio Grande do Sul livrou-se do racionamento graças às providências que haviam sido adotadas preventivamente por Dilma e sua equipe.

Em 2003, o Brasil ainda não havia se recuperado do trauma do Apagão de 2001. Técnicos e especialistas previam tempos difíceis para o setor elétrico brasileiro, com grande possibilidade de novos apagões a partir de 2004. Ainda sob o efeito da maior crise de energia que o Brasil já viveu, Dilma assumiu o Ministério de Minas e Energia. Juntamente com a equipe qualificada que montou, ela desenvolveu, aprovou no Congresso Nacional e implantou um novo modelo institucional para o setor elétrico brasileiro. Hoje, mais ninguém faz  previsões catastróficas e não se fala mais em apagão. Apagou-se o fantasma.

O Brasil, historicamente, sempre manteve um déficit habitacional gigantesco. Um desafio considerado praticamente insuperável. Dilma coordenou a elaboração e a implantação de um plano ambicioso para construção de mais de um milhão de casas populares. Inclusive, casas para pessoas com renda de três salários mínimos. Quando o programa foi lançado, muitos apostaram que seria um fracasso, que a meta de um milhão era praticamente impossível. Hoje, fala-se em alcançar aquela meta mais rápido que o planejado. Fala-se em ampliar a meta. Ninguém mais fala que o Programa Minha Casa Minha Vida é um desvario.

Antes de 2003 existia um programa para levar energia elétrica às áreas rurais. Era um programa sem metas, que apontava 2015 como um possível horizonte para a universalização. Dilma lançou o programa Luz para Todos, com a meta de levar energia elétrica para todos os brasileiros até 2010.  Na época, houve quem criticasse. Hoje, até o fim de 2010, restarão muito poucos brasileiros sem luz dentro de casa. Ninguém mais critica. Como um filho bonito, todos querem a paternidade do programa.

Há mais de 30 anos, fala-se num trem de alta velocidade para unir Rio e São Paulo. Depois de 30 anos de indefinições e vai-e-vem, foi Dilma quem coordenou os trabalhos para tirar o sonho do papel. O trem-bala finalmente se aproxima dos trilhos.  Há quem tente ensaiar algumas críticas aqui ou acolá. Mas, alguém duvida que, com Dilma, o Trem-bala será uma realidade no prazo contratado?

Uma das coisas mais revoltantes no Brasil eram os esqueletos de obras inacabadas. Sempre houve dois grandes desafios nas obras públicas: 1. fazê-las sairem do papel; e, 2. concluí-las. O governo lançou o PAC, o maior programa de obras dos ultimos tempos, um dos maiores programas de obras do mundo em seu tempo.  Energia elétrica, portos, rodovias, ferrovias, siderurgia, refinaria, saúde, educação, saneamento, habitação,… Dado o histórico brasileiro, era uma temeridade assumir tantas obras simultaneamente. Dilma não fugiu do desafio, assumiu a coordenação do PAC. Superando todo o tipo de entraves e problemas que se diziam insuperáveis, tais como licenciamentos, financiamentos, embargos judiciais,  campanhas contrárias etc., as obras vão se sucedendo – saem do papel e tornam-se realidade.

O Brasil vai sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O mundo questiona se conseguiremos construir todas as obras necessárias no tempo certo. Alguém duvida que Dilma consiga realizar as obras dentro dos prazos combinados?

Neste início do século XXI, o Brasil está se reconstruindo como Nação. Passou a ser um país inclusivo, combatendo a miséria e elevando a qualidade de vida de milhões de pessoas que antes não passavam de tristes estatísticas.

E está se reconstruindo como País Soberano. Rompeu com séculos de colonialismo e de comportamento subalterno. Até ontem, o Brasil sempre se alinhou e agiu como determinavam europeus ou estadunidenses – na política, na economia, nos valores e no comportamento. Hoje, o Brasil ousa pensar por si mesmo, ousa ditar moda, ousa fazer os próprios caminhos. Ousa se apresentar ao mundo como protagonista. Hoje, o Brasil age soberanamente. Hoje, o Brasil é visto pelo mundo com respeito: é consultado, é chamado para as mesas de negociação, é mediador confiável de muitos conflitos.

Dilma Presidenta – para o Brasil seguir mudando.

(jul/2010)

“Um outro mundo é possivel”

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