Posts Tagged ‘eleições 2010’

Grande e para todos

Author: Delman Ferreira

Lalá,

não concordo quando afirmas que: a candidata escolhida por Lula não diz a que veio e só se permite comparar indicadores do governo Lula contra os do governo FHC’. Não concordo, e não poderia perder a oportunidade para mais um bom debate.

Penso que uma eleição presidencial é uma grande oportunidade, renovada a cada 4 anos, que o país inteiro tem para refletir e se perguntar o que quer ser, onde pretende chegar ao fim dos próximos 4 anos.

Esta é a pergunta que os atuais candidatos tem que responder: O que seremos em 2014? O que apontamos para 2020? E 2050? Um governo tem a obrigação de apontar caminhos e dizer claramente para onde seu projeto levará o País. Um governo tem que despertar sonhos e renovar esperanças.

Não basta apenas apresentar propostas pontuais para Saúde, Educação, Segurança, Cultura, Esportes, Infraestrutura, Meio Ambiente, etc. É preciso apontar um norte para onde o país se encaminhe. Um objetivo a ser alcançado. Um nexo que aglutine todos os planos setoriais. De tal forma que Saúde, Educação, Segurança, e todos os outros planos, tenham coerência entre sí e, pela sinergia, se somem para alcançar o objetivo traçado. Principalmente, é preciso ter um objetivo que conquiste e mobilize a Nação.

Dilma nos oferece um projeto com este perfil. Claro, objetivo e contundente: erradicar a miséria até 2014 e consolidar o Brasil como um dos protagonistas e líderes mundiais. Um país grande e para todos. Um ambicioso projeto, eivado de ousadia.

Não devemos, jamais, esquecer que, até 2003, o Brasil era um país monitorado por organismos internacionais, como FMI, Banco Mundial, etc. Nos tratavam como incapazes. Éramos governados por um pensamento colonizado e subalterno. Um país teleguiado, que tinha abdicado da Soberania e de determinar os próprios destinos. Auto-determinação e Soberania eram palavras malditas, coisa de esquerdistas radicais jurássicos.

A miséria e a exclusão social eram intrínsecas ao nosso método de organização e de desenvolvimento. Eram parte constituinte dos planos de crescimento. De acordo com a ideologia vigente, não seria possível integrar 100% dos brasileiros no mercado de consumo porque nosso parque industrial não comportaria. Sem produção e sem oferta, a pressão de demanda provocaria maior inflação. Fruto dessa lógica perversa, para não elevar a inflação, a grande maioria da população (mais de 70%) era condenada e excluída dos benefícios de qualquer crescimento, eram não-cidadãos não-desejados. Como resultado, tínhamos um país refém de planos externos e voltado para menos de 30% da população.

Erradicar a miséria e garantir os caminhos para ascensão social, implica que o país vai ter que se estruturar de forma sustentável para receber todos estes milhões de novos cidadãos, com suas naturais demandas e exigências sociais.

Setores como Educação, Saúde, Segurança, Meio Ambiente, Infraestrutura, Cultura, Esportes, etc., deverão ganhar musculatura para atender uma nova realidade na qual os brasileiros, na medida em que elevam seu padrão de vida, também elevam seu padrão de exigência. Essa dialética social será um mecanismo determinante para garantir a sustentabilidade do projeto de um país grande e para todos.

Um país capaz de erradicar a miséria e se colocar como protagonista mundial, disputando espaços geopolíticos com os gigantes que sempre impuseram sua vontade ao mundo, será um país muito melhor do que este que temos hoje.

Dilma nos convida a sonhar com um Brasil Grande e para Todos. Sonhar um sonho que se sustenta na realidade e na dialética do próprio processo de construção de um novo Brasil.

(ago/2010)

“Um outro mundo é possivel”

« (retornar)

Motes e ato falho

Author: Delman Ferreira

Motes de campanha quase sempre passam despercebidos. Nunca são ouvidos. Mas, quando lhes damos a devida atenção, têm muito a nos dizer.

Os motes das atuais campanhas para a Presidência estão aí gritando o que pensam seus respectivos candidatos.

O mote de Dilma Rousseff é “Dilma – para o Brasil seguir mudando”. Associa-se à principal meta apresentada pela candidata, que é a erradicação da miséria até 2014. Mote e meta nos dizem que, na avaliação de Dilma, no período do governo Lula o Brasil mudou para muito melhor, houve grandes avanços e conquistas. Partindo desta avaliação, a candidata propõe dar continuidade e aprofundar os avanços, no campo econômico e, principalmente, no campo social.

O mote de Marina Silva é o desenvolvimento com sustentabilidade. Marina apresenta ao país uma proposta-desafio: construir um novo modelo de desenvolvimento, seguindo princípios da sustentabilidade. Baseado no respeito à vida e ao Planeta, sem descuidar do crescimento econômico. É uma proposta-desafio cujos conceitos não são amplamente dominados, entretanto, demarcam claramente o pensamento da candidata e o caminho que propõe para o Brasil.

O mote de José Serra é “O Brasil pode mais”. Assim como fizemos com os outros, vamos prestar atenção e tentar saber o que ele tem a nos dizer. “O Brasil pode mais” significa, concretamente, o que?

Países precisam ter norte, precisam definir objetivos estratégicos. Todo governo precisa fazer opções. Dilma nos diz “vou aprofundar o desenvolvimento social”. Marina propõe desenvolver mudando a cultura de desperdício dos recursos do Planeta. E Serra, qual é o foco? O Brasil pode mais o que?

É um mote, evidentemente, inspirado no slogan do candidato Obama, quando disputou as eleições estadunidenses. Obama, num momento em que os Estados Unidos enfrentavam uma grave crise econômica, dizia “Yes, we can” (”Sim, nós podemos”). Hoje, Serra diz “O Brasil pode mais”.

Quando prestamos atenção ao slogan demotucano, ele denuncia claramente que Serra continua pensando: “o que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil”. Nos Estados Unidos, Obama usou “Yes, we can” e venceu. Logo, para tentar vencer no Brasil, Serra importou o slogan estadunidense. Lá, eles diziam: “Sim, nós podemos”. Aqui, eles dizem: “O Brasil pode mais”.

O slogan de McCain, o candidato republicano que perdeu para Obama, era “ready from day one”. Numa tradução livre, significa ”pronto desde que nasceu”. Seguindo a mesma lógica, se McCain tivesse vencido as eleições nos Estados Unidos, o slogan copiado por  Serra, certamente, seria: “ Nascido para governar”, ou qualquer coisa parecida.

“O Brasil pode mais” não é um mote, é um ato falho.

(ago/2010)

“Um outro mundo é possivel”

« (retornar)

(por Jorge Furtado em 25 de julho de 2010)

Tenho alguns amigos que não pretendem votar na Dilma, um ou outro até diz que vai votar no Serra. Espero que sigam sendo meus amigos. Política, como ensina André Comte-Sponville, supõe conflitos: “A política nos reúne nos opondo: ela nos opõe sobre a melhor maneira de nos reunir”.
 
Leio diariamente o noticiário político e ainda não encontrei bons argumentos para votar no Serra, uma candidatura que cada vez mais assume seu caráter conservador. Serra representa o grupo político que governou o Brasil antes do Lula, com desempenho, sob qualquer critério, muito inferior ao do governo petista, a comparação chega a ser enfadonha, vai lá para o pé da página, quem quiser que leia. (1)
 
Ouvi alguns argumentos razoáveis para votar em Marina, como incluir a sustentabilidade na agenda do desenvolvimento. Marina foi ministra do Lula por sete anos e parece ser uma boa pessoa, uma batalhadora das causas ambientalistas. Tem, no entanto (na minha opinião) o inconveniente de fazer parte de uma igreja bastante rígida, o que me faz temer sobre a capacidade que teria um eventual governo comandado por ela de avançar em questões fundamentais como os direitos dos homossexuais, a descriminalização do aborto ou as pesquisas envolvendo as células tronco.
 
Ouço e leio alguns argumentos para não votar em Dilma, argumentos que me parecem inconsistentes, distorcidos, precários ou simplesmente falsos. Passo a analisar os dez mais freqüentes.
 
1. “Alternância no poder é bom”.
 
Falso. O sentido da democracia não é a alternância no poder e sim a escolha, pela maioria, da melhor proposta de governo, levando-se em conta o conhecimento que o eleitor tem dos candidatos e seus grupo políticos, o que dizem pretender fazer e, principalmente, o que fizeram quando exerceram o poder. Ninguém pode defender seriamente a idéia de que seria boa a alternância entre a recessão e o desenvolvimento, entre o desemprego e a geração de empregos, entre o arrocho salarial e o aumento do poder aquisitivo da população, entre a distribuição e a concentração da riqueza. Se a alternância no poder fosse um valor em si não precisaria haver eleição e muito menos deveria haver a possibilidade de reeleição.
 
2. “Não há mais diferença entre direita e esquerda”.
 
Falso. Esquerda e direita são posições relativas, não absolutas. A esquerda é, desde a sua origem, a posição política que tem por objetivo a diminuição das desigualdades sociais, a distribuição da riqueza, a inserção social dos desfavorecidos. As conquistas necessárias para se atingir estes objetivos mudam com o tempo. Hoje, ser de esquerda significa defender o fortalecimento do estado como garantidor do bem-estar social, regulador do mercado, promotor do desenvolvimento e da distribuição de riqueza, tudo isso numa sociedade democrática com plena liberdade de expressão e ampla defesa das minorias. O complexo (e confuso) sistema político brasileiro exige que os vários partidos se reúnam em coligações que lhes garantam maioria parlamentar, sem a qual o país se torna ingovernável. A candidatura de Dilma tem o apoio de políticos que jamais poderiam ser chamados de “esquerdistas”, como Sarney, Collor ou Renan Calheiros, lideranças regionais que se abrigam principalmente no PMDB, partido de espectro ideológico muito amplo. José Serra tem o apoio majoritário da direita e da extrema-direita reunida no DEM (2), da “direita” do PMDB, além do PTB, PPS e outros pequenos partidos de direita: Roberto Jefferson, Jorge Borhausen, ACM Netto, Orestes Quércia, Heráclito Fortes, Roberto Freire, Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Arthur Virgílio, Agripino Maia, Joaquim Roriz, Marconi Pirilo, Ronaldo Caiado, Katia Abreu, André Pucinelli, são todos de direita e todos serristas, isso para não falar no folclórico Índio da Costa, vice de Serra. Comparado com Agripino Maia ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara.
 
3. “Dilma não é simpática”.
 
Argumento precário e totalmente subjetivo. Precário porque a simpatia não é, ou não deveria ser, um atributo fundamental para o bom governante. Subjetivo, porque o quesito “simpatia” depende totalmente do gosto do freguês. Na minha opinião, por exemplo, é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra, embora ele talvez tenha sido um bom governante de seu estado. Sua arrogância com quem lhe faz críticas, seu destempero e prepotência com jornalistas, especialmente com as mulheres, chega a ser revoltante.
 
4. “Dilma não tem experiência”.
 
Argumento inconsistente. Dilma foi secretária de estado, foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, fez parte do conselho da Petrobras, gerenciou com eficiência os gigantescos investimentos do PAC, dos programas de habitação popular e eletrificação rural. Dilma tem muito mais experiência administrativa, por exemplo, do que tinha o Lula, que só tinha sido parlamentar, nunca tinha administrado um orçamento, e está fazendo um bom governo.
 
5. “Dilma foi terrorista”.
 
Argumento em parte falso, em parte distorcido. Falso, porque não há qualquer prova de que Dilma tenha tomado parte de ações “terroristas”. Distorcido, porque é fato que Dilma fez parte de grupos de resistência à ditadura militar, do que deve se orgulhar, e que este grupo praticou ações armadas, o que pode (ou não) ser condenável. José Serra também fez parte de um grupo de resistência à ditadura, a AP (Ação Popular), que também praticou ações armadas, das quais Serra não tomou parte. Muitos jovens que participaram de grupos de resistência à ditadura hoje participam da vida democrática como candidatos. Alguns, como Fernando Gabeira, participaram ativamente de seqüestros, assaltos a banco e ações armadas. A luta daqueles jovens, mesmo que por meios discutíveis, ajudou a restabelecer a democracia no país e deveria ser motivo de orgulho, não de vergonha.
 
6. “As coisas boas do governo petista começaram no governo tucano”.
 
Falso. Todo governo herda políticas e programas do governo anterior, políticas que pode manter, transformar, ampliar, reduzir ou encerrar. O governo FHC herdou do governo Itamar o real, o programa dos genéricos, o FAT, o programa de combate a AIDS. Teve o mérito de manter e aperfeiçoá-los, desenvolvê-los, ampliá-los. O governo Lula herdou do governo FHC, por exemplo, vários programas de assistência social. Teve o mérito de unificá-los e ampliá-los, criando o Bolsa Família. De qualquer maneira, os resultados do governo Lula são tão superiores aos do governo FHC que o debate “quem começou o quê” torna-se irrelevante.
 
7. “Serra vai moralizar a política”.
 
Argumento inconsistente. Nos oito anos de governo tucano-pefelista – no qual José Serra ocupou papel de destaque, sendo escolhido para suceder FHC – foram inúmeros os casos de corrupção, um deles no próprio Ministério da Saúde, comandado por Serra, o superfaturamento de ambulâncias investigado pela “Operação Sanguessuga”. Se considerarmos o volume de dinheiro público desviado para destinos nebulosos e paraísos fiscais nas privatizações e o auxílio luxuoso aos banqueiros falidos, o governo tucano talvez tenha sido o mais corrupto da história do país. Ao contrário do que aconteceu no governo Lula, a corrupção no governo FHC não foi investigada por nenhuma CPI, todas sepultadas pela maioria parlamentar da coligação PSDB-PFL. O procurador da república ficou conhecido com “engavetador da república”, tal a quantidade de investigações criminais que morreram em suas mãos. O esquema de financiamento eleitoral batizado de “mensalão” foi criado pelo presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, hoje réu em processo criminal. O governador José Roberto Arruda, do DEM, era o principal candidato ao posto de vice-presidente na chapa de Serra, até ser preso por corrupção no “mensalão do DEM”. Roberto Jefferson, réu confesso do mensalão petista, hoje apóia José Serra. Todos estes fatos, incontestáveis, não indicam que um eventual governo Serra poderia ser mais eficiente no combate à corrupção do que seria um governo Dilma, ao contrário.
 
8. “O PT apóia as FARC”.
 
Argumento falso. É fato que, no passado, as FARC ensaiaram uma tentativa de institucionalização e buscaram aproximação com o PT, então na oposição, e também com o governo brasileiro, através de contatos com o líder do governo tucano, Arthur Virgílio. Estes contatos foram rompidos com a radicalização da guerrilha na Colômbia e nunca foram retomados, a não ser nos delírios da imprensa de extrema-direita. A relação entre o governo brasileiro e os governos estabelecidos de vários países deve estar acima de divergências ideológicas, num princípio básico da diplomacia, o da auto-determinação dos povos. Não há notícias, por exemplo, de capitalistas brasileiros que defendam o rompimento das relações com a China, um dos nossos maiores parceiros comerciais, por se tratar de uma ditadura. Ou alguém acha que a China é um país democrático?
 
9. “O PT censura a imprensa”.
 
Argumento falso. Em seus oito anos de governo o presidente Lula enfrentou a oposição feroz e constante dos principais veículos da antiga imprensa. Esta oposição foi explicitada pela presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que declarou que seus filiados assumiram “a posição oposicionista (sic) deste país”. Não há registro de um único caso de censura à imprensa por parte do governo Lula. O que há, frequentemente, é a queixa dos órgãos de imprensa sobre tentativas da sociedade e do governo, a exemplo do que acontece em todos os países democráticos do mundo, de regulamentar a atividade da mídia.
 
 
10. “Os jornais, a televisão e as revistas falam muito mal da Dilma e muito bem do Serra”.
 
Isso é verdade. E mais um bom motivo para votar nela e não nele.
 
@@@ 
 
(1) Alguns dados comparativos dos governos FHC e Lula.
 
- Geração de empregos:
FHC/Serra = 780 mil x Lula/Dilma = 12 milhões
 - Salário mínimo:
FHC/Serra = 64 dólares x Lula/Dilma = 290 dólares
 - Mobilidade social (brasileiros que deixaram a linha da pobreza):
FHC/Serra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões
 - Risco Brasil:
FHC/Serra = 2.700 pontos x Lula/Dilma = 200 pontos
 - Dólar:
FHC/Serra = R$ 3,00 x Lula/Dilma = R$ 1,78
 - Reservas cambiais:
FHC/Serra = 185 bilhões de dólares negativos x Lula/Dilma = 239 bilhões de dólares positivos.
 - Relação crédito/PIB:
FHC/Serra = 14% x Lula/Dilma = 34%
 - Produção de automóveis:
FHC/Serra = queda de 20% x Lula/Dilma = aumento de 30%
 - Taxa de juros:
FHC/Serra = 27% x Lula/Dilma = 10,75%
  
(2) Elio Gaspari, na Folha de S.Paulo de 25.07.10:
 
José Serra começou sua campanha dizendo: “Não aceito o raciocínio do nós contra eles”, e em apenas dois meses viu-se lançado pelo seu colega de chapa numa discussão em torno das ligações do PT com as Farc e o narcotráfico. Caso típico de rabo que abanou o cachorro. O destempero de Indio da Costa tem método. Se Tupã ajudar Serra a vencer a eleição, o DEM volta ao poder. Se prejudicar, ajudando Dilma Rousseff, o PSDB sairá da campanha com a identidade estilhaçada. Já o DEM, que entrou na disputa com o cocar do seu mensalão, sairá brandindo o tacape do conservadorismo feroz que renasceu em diversos países, sobretudo nos Estados Unidos.

@@@

Jorgte Furtado
*Um dos mais respeitados cineastas brasileiros, Jorge Alberto Furtado, 51 anos, trabalhou como repórter, apresentador, editor, roteirista e produtor. Já realizou mais de 30 trabalhos como roteirista/diretor e recebeu 13 premiações dentre os quais, o Prêmio Cinema Brasil, em 2003, de melhor diretor e de melhor roteiro original do longa O homem que copiava.

Blog de Jorge Furtado

(jul/2010)

“Um outro mundo é possivel”

« (retornar)

Números. Oh, números.

Author: Delman Ferreira

Quero propor um jogo aos demotucanos:

Numa cesta, colocamos todos os indicadores que os tecnocratas geralmente utilizam para medir desempenhos. Depois, sorteamos um deles. Então comparamos os resultados dos governos Lula e FHC no indicador sorteado.

Os demotucanos ficam histéricos quando se fala em comparar resultados dos governos Lula e FHC. Entretanto, insistem na afirmação de que o governo Lula nada mais fez do que copiar ou dar continuidade aos programas de FHC.

O quadro a seguir, que recebi de um militante, permite uma boa avaliação do desempenho de cada governo. Fica bem evidente a causa do desespero demotucano. Qualquer que seja o indicador escolhido, o desempenho do governo Lula é inquestionavelmente superior ao do governo FHC. (Considerando a afirmação dos demotucanos de que os programas de Lula não passam de cópia ou continuação dos programas de FHC, conclui-se que a equipe de Lula é inquestionavelmente mais competente do que a equipe de FHC, visto que todos os resultados de Lula são superiores aos resultados de FHC).

Por coerência, adotando o critério de competência que tanto apregoam, os demotucanos vão acabar votando em Dilma.

DILMA13 – para o Brasil seguir mudando.

INDICADOR

FHC

LULA

VARIAÇÃO

Aprovação do Governo

35%

76%

Redução da Pobreza (migração das classes D/E para C)

Zero

20 milhões

Bolsas em Universidades Privadas – PROUNI

Zero

385 mil

Novas vagas em Universidades Federais

Zero

229 mil

Novas Universidades Federais

Zero

12

Novas Escolas Técnicas

Zero

214

Novas Extensões Universitárias Federais

Zero

48

Luz para Todos

-

12 milhões

FMI

Devedor

Credor

Brasil ‘Grau de Investimento’

Nunca

1ª vez

Brasil com alto IDH

Nunca

1ª vez

Agricultura Familiar – PRONAF (R$ bi)

2,40

16,00

567%

Desemprego (média anual)

11,6%

7,55

-35%

Geração de empregos (média mensal)

8.000

125.000

1463%

Salário Mínimo (Reais)

200

565

155%

Salário Mínimo (dólares)

64

290

353%

Gastos com Cesta Básica (% Sal. Min.)

79,5%

49,8%

-37%

Reajuste Salarial acima da inflação – categorias

5%

88%

1660%

Transferência de Renda (bilhões)

1,7

12,3

624%

Redução da Pobreza – Classe E

26,7%

16%

-40%

Melhoria de Renda – Classe C

38,6%

49,2%

27%

Concentração de Renda (Gini)

0,59

0,54

-8%

Renda dos 50% mais pobres

12,97%

15,25%

18%

Mortalidade infantil (1990-2010)

5,2%

1,99%

-62%

Saúde da Família (equipes)

16.698

24.520

47%

Analfabetismo (acima de 15 anos)

11,8%

10%

-15%

PIB (ranking mundial)

12

8

4

Crescimento anual do PIB*

2,3%

4,01%

74%

Juros (básico) *

25%

11,75%

-53%

Inflação – IPCA (12 meses)*

12,53%

5,5%

-56%

Dívida/PIB (%)

55,5%

41%

-26%

Dívida Pública Externa (US$ bi)

211,00

192,00

-9%

Reservas internacionais (US$ bi)

37,8

249,75

561%

Risco País

14%

2%

-86%

Exportações (anual  - US$ bi)

60,40

183,00

203%

Crédito/PIB (%)

23,9%

45%

88%

*projeções

Contato/responsável: berrador@terra.com.br

(jul/2010)

“Um outro mundo é possivel”

« (retornar)