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Vou votar em Dilma pela sensibilidade de colocar a erradicação da miséria como meta maior de seu governo. Por sua tenacidade, por sua brasilidade, pela capacidade de coordenação e de fazer as coisas andarem.

Voto em Dilma como fator de consolidação de nosso processo democrático. Porque só seremos um país efetivamente democrático quando erradicarmos a miséria e oferecermos oportunidades iguais para todos os brasileiros. Porque, muito além do simples direito de votar, Democracia significa garantir cidadania. Garantir que todos – 100% dos brasileiros – terão o direito de participar dos desafios nacionais e de usufruir dos resultados alcançados. Democracia é socializar os benefícios. Inclusão social é Democracia.

Gosto muito de uma sabedoria marinheira que diz: “não se dá cavalo-de-pau em transatlântico”. Hoje, o Brasil é um transatlântico no rumo de um norte promissor. Para alcançar este Norte, precisamos fortalecer as bases de nossa navegação.

Conquistamos e avançamos muito nesta primeira década do século XXI. E queremos muito mais. Entretanto, antes de dar novos passos e de avançar ainda mais, é preciso consolidar o que já conquistamos. Precisamos criar as condições estruturais para impedir retrocessos ou “cavalos-de-pau”.

Para consolidar os avanços, teremos que enfrentar desafios gigantescos. Desafios que se interpenetram e complementam. Desafios que são condicionantes uns dos outros. Não será possível enfrentar uns e deixar outros para depois.  Desafios que impõem simultaneidade. Desafios que exigem uma extraordinária capacidade de coordenação.

Neste momento, na Presidência da República, precisamos de uma pessoa capaz de compreender a diversidade e complexidade de nossa sociedade. Capaz de perceber a dimensão histórica de nosso caminhar atual e das largas passadas que demos em tão pouco tempo. Capaz de compreender o que é preciso fazer neste próximo período para a consolidação dos avanços que já conquistamos. Uma pessoa com grande senso de urgência e oportunidade.

O Brasil tem pressa. Desde a Constituição de 1988, os brasileiros anseiam por modernização. Anseiam por um país que assegure as condições para que todos os seus cidadãos possam viver bem. Anseiam romper com séculos de colonização.

O Brasil mudou. A inclusão social passou a ser o centro das políticas do governo. Erradicar a miséria passou a ser meta.  O Brasil de hoje, aposta na sua gente, na própria inteligência, na capacidade de trabalho e na competência de suas empresas.

Dilma tem pressa. Dilma é determinada e tem extraordinária capacidade de coordenação. Uma capacidade gerencial reconhecida por todos, sejam amigos, partidários,  adversários, oposicionistas ou mesmo aqueles que tenham se incomodado com uma resposta mais contundente. Por onde passou, Dilma deu provas irrefutáveis de sua capacidade de superar desafios sem perder de vista o objetivo traçado.

Em 2001, Dilma era a Secretária de Energia do Rio Grande do Sul. Enquanto o Brasil inteiro amargava sete meses de racionamento de energia elétrica, o Rio Grande do Sul livrou-se do racionamento graças às providências que haviam sido adotadas preventivamente por Dilma e sua equipe.

Em 2003, o Brasil ainda não havia se recuperado do trauma do Apagão de 2001. Técnicos e especialistas previam tempos difíceis para o setor elétrico brasileiro, com grande possibilidade de novos apagões a partir de 2004. Ainda sob o efeito da maior crise de energia que o Brasil já viveu, Dilma assumiu o Ministério de Minas e Energia. Juntamente com a equipe qualificada que montou, ela desenvolveu, aprovou no Congresso Nacional e implantou um novo modelo institucional para o setor elétrico brasileiro. Hoje, mais ninguém faz  previsões catastróficas e não se fala mais em apagão. Apagou-se o fantasma.

O Brasil, historicamente, sempre manteve um déficit habitacional gigantesco. Um desafio considerado praticamente insuperável. Dilma coordenou a elaboração e a implantação de um plano ambicioso para construção de mais de um milhão de casas populares. Inclusive, casas para pessoas com renda de três salários mínimos. Quando o programa foi lançado, muitos apostaram que seria um fracasso, que a meta de um milhão era praticamente impossível. Hoje, fala-se em alcançar aquela meta mais rápido que o planejado. Fala-se em ampliar a meta. Ninguém mais fala que o Programa Minha Casa Minha Vida é um desvario.

Antes de 2003 existia um programa para levar energia elétrica às áreas rurais. Era um programa sem metas, que apontava 2015 como um possível horizonte para a universalização. Dilma lançou o programa Luz para Todos, com a meta de levar energia elétrica para todos os brasileiros até 2010.  Na época, houve quem criticasse. Hoje, até o fim de 2010, restarão muito poucos brasileiros sem luz dentro de casa. Ninguém mais critica, como um filho bonito, todos querem a paternidade do programa.

Há mais de 30 anos, fala-se num trem de alta velocidade para unir Rio e São Paulo. Depois de 30 anos de indefinições e vai-e-vem, foi Dilma quem coordenou os trabalhos para tirar o sonho do papel. O trem-bala finalmente se aproxima dos trilhos.  Há quem tente ensaiar algumas críticas aqui ou acolá. Mas, alguém duvida que, com Dilma, o Trem-bala será uma realidade no prazo contratado?

Uma das coisas mais revoltantes no Brasil eram os esqueletos de obras inacabadas. Sempre houve dois grandes desafios nas obras públicas: 1. fazê-las sairem do papel; e, 2. concluí-las. O governo lançou o PAC, o maior programa de obras dos ultimos tempos, um dos maiores programas de obras do mundo em seu tempo.  Energia elétrica, portos, rodovias, ferrovias, siderurgia, refinaria, saúde, educação, saneamento, habitação,… Dado o histórico brasileiro, era uma temeridade assumir tantas obras simultaneamente. Dilma não fugiu do desafio, assumiu a coordenação do PAC. Superando todo o tipo de entraves e problemas que se diziam insuperáveis, tais como licenciamentos, financiamentos, embargos judiciais,  campanhas contrárias etc., as obras vão se sucedendo – saem do papel e tornam-se realidade.

O Brasil vai sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O mundo questiona se conseguiremos construir todas as obras necessárias no tempo certo. Alguém duvida que Dilma consiga realizar as obras dentro dos prazos combinados?

Neste início do século XXI, o Brasil está se reconstruindo como Nação. Passou a ser um país inclusivo, combatendo a miséria e elevando a qualidade de vida de milhões de pessoas que antes não passavam de tristes estatísticas.

E está se reconstruindo como País Soberano. Rompeu com séculos de colonialismo e de comportamento subalterno. Até ontem, o Brasil sempre se alinhou e agiu como determinavam europeus ou estadunidenses – na política, na economia, nos valores e no comportamento. Hoje, o Brasil ousa pensar por si mesmo, ousa ditar moda, ousa fazer os próprios caminhos. Ousa se apresentar ao mundo como protagonista. Hoje, o Brasil age soberanamente. Hoje, o Brasil é visto pelo mundo com respeito: é consultado, é chamado para as mesas de negociação, é mediador confiável de muitos conflitos.

Dilma Presidenta – para o Brasil seguir mudando.

(jul/2010)

“Um outro mundo é possivel”

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Mente, comumente

Author: Delman Ferreira

José Serra, o candidato demotucano, é apresentado por seus pares, e pela imprensa, como um político altamente preparado, competente, experiente, hábil, e com outras tantas qualidades.

Entretanto, infelizmente, este início de campanha está desnudando um outro tipo de candidato.  O que se destaca é  a incapacidade para lidar com reveses e situações adversas. Infelizmente, porque todos esperávamos que o principal candidato da oposição fosse capaz de  manter um debate de alto nível.

Enquanto as pesquisas apontavam larga vantagem sobre os outros possíveis candidatos, Serra  mostrava-se magnânimo. Comportava-se como um escolhido que apenas esperava o pleito para confirmar sua superioridade.

Quando as pesquisas passaram a apresentar resultados adversos, Serra perdeu o equilíbrio. Perdeu a fleuma. Perdeu toda a pretensa habilidade. Chega a lembrar uma certa seleção, que só sabe jogar quando está na frente, perde as estribeiras quando está diante de um simples empate.

Por desprezar planejamentos, quando precisou de reservas, não tinha com quem contar. Partiu para o tudo ou nada. Tentou se apresentar como a continuidade de Lula. Não deu certo. Tentou seduzir com promessas de mais dinheiro para o Bolsa Família. Não deu certo. Chamou o Felipe…, digo, Indio da Costa, para bater pesado. Não deu certo.

Por fim, partiu para as mentiras.

Diz que foi o criador do FAT e do Seguro Desemprego. Mentira, como está comprovado na matéria  “Jornal desmascara mentira de Serra: emendas ao artigo 239 da  Constituição foram rejeitadas”.

Diz que foi o criador dos genéricos. Mentira, como está demonstrado no texto “quem de fato é o pai dos genéricos”, publicado em 16 de junho de 2009.

Diz que o apagão de 2001 foi por falta de chuvas. Mentira, como demonstro em: O desmonte do Planejamento e o Apagão 2001.

Serra mente. Como mente.

É DILMA. Para o Brasil continuar mudando.

jul/2010)

“Um outro mundo é possivel”

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O Bom do Brasil (para Dr. Lauro)

Author: Delman Ferreira

Nordestino de Nossa Senhora das Dores, no sertão sergipano, Dr. Lauro é um desses brasileiros que conseguiu deixar o mundo a sua volta bem melhor do que encontrou ao chegar. Foi um dos fundadores da Universidade Federal de Sergipe e um dos batalhadores da construção do maior hospital público daquele Estado. E, muito mais do que isso, sempre procurou garantir as condições para que as pessoas ao seu redor pudessem estudar e ter um melhor padrão de vida, fossem elas seus clientes, que muitos atendia sem nada cobrar, ou mesmo amigos ou filhos de amigos carentes.
Lutou com as armas que conhecia ou que lhe eram acessíveis. Sempre acreditando muito na ciência, numa visão humanista, e na educação, como formas de emancipação das pessoas.
Exatamente por crer na educação como redentora e como certificação de capacidade e competência, Dr. Lauro sempre avaliou que o PT não teria capacidade para governar o País.
Aos 93 anos de idade, mantém a juventude e a lucidez acompanhando os acontecimentos do mundo, do País e de seu dia-a-dia. Assusta-se com algumas mudanças, ou faz de conta que não observou outras, mas, não abre mão de refletir, de formar opinião e de atualizar-se com os filhos, amigos e netos.
Preocupado com a dúvida se Lula teria capacidade para governar o Brasil, decidiu acompanhar atentamente as ações do Governo Federal e da sua cidade adotada, Aracaju, também governada pelo PT.
Satisfeito e confiante no novo rumo do País e na gestão da Prefeitura, fez questão de sair de casa cedo, caminhando, e de certificar sua aprovação – votou PT.
Votou PT pelos méritos de Marcelo Deda e como uma diplomação, um atestado para Lula à frente do Governo do Brasil.
Indiretamente, deu a Lula o voto que não lhe dera em 2002 – assim como milhões que votaram PT pela primeira vez – porque sabe que as transformações que o País precisa não podem ser feitas de forma voluntarista ou por atropelos. Porque viu o brasileiro recuperando a auto-estima e o orgulho de ser brasileiro.
Há quem diga que auto-estima não mata fome. Grave engano, auto-estima e cabeça erguida movem montanhas e países. Orgulho faz o indivíduo deixar de ser um pedinte, incluir-se como cidadão e construir os próprios caminhos.
Um povo cabisbaixo jamais será um povo vitorioso. Auto-estima faz o povo valorizar a própria cultura e os próprios valores – símbolos fundamentais para o País se reerguer, acreditar em si mesmo e construir uma nova história em que se possa garantir educação e bom padrão de vida para todos.
Diferençazinha básica: há muito pouco tempo, presidentes ou ministros costumavam fazer referências negativas sobre o Brasil e os brasileiros. Houve quem afirmasse pejorativamente que “os brasileiros não passam de caipiras”. Hoje se afirma orgulhosamente que “o melhor do Brasil é o brasileiro”.
Dr. Lauro tem certeza que deu um passo determinante. Junto com milhões de outros anônimos, votou PT porque sempre sentiu muito orgulho de ser brasileiro e está muito feliz por ver o País voltar a acreditar em si mesmo.

(out/2004)

“Um outro mundo é possivel”

Gelatina e Pavê Para Todos

Author: Delman Ferreira

Espumoni o ano inteiro.

Atualmente, a grande maioria dos brasileiros nasce e vive num mundo no qual já existem: fogão a gás, geladeira, televisão, computadores, e todos esses equipamentos da vida moderna. Ninguém mais consegue conceber o mundo sem eles. Fazem parte da paisagem. Mal comparando, são como as árvores, os rios, as montanhas etc, parecem estar ali desde sempre e para todo o sempre.
Pois, por incrível que pareça, existem, ainda, mais de dez milhões de brasileiros que, até hoje, vivem sem eles. Vivem numa outra dimensão de tempo. São os excluídos do século XXI. Vivem nas condições em que se vivia no passado.
Lembro quando se comprou a primeira geladeira na minha casa. Eu tinha uns oito ou nove anos. Quando chegou, ficamos umas duas horas, sentados no chão, na frente da geladeira, corações palpitando, esperando sair a primeira forminha de gelo. Disputamos cada pedrinha. Era água pura – mas era mágico – era a Nossa Geladeira.
Nós adorávamos gelatina e pavê, mas só podíamos comer na casa dos outros, de alguém que tivesse geladeira, ou, então, no inverno, quando as mães colocavam as formas na janela para gelar no frio da noite. Agora teríamos autonomia – podíamos ter nossa própria gelatina e pavê o ano inteiro. Meu sonho era espumoni, que era a gelatina batida num liquidificador com creme de leite.

O alcance social ou o alcance do negócio?
Saltando para a questão política, pergunto: numa decisão de governo, o que deveria ser mais determinante: a dimensão política ou a dimensão econômica dos programas? As duas? Nos freqüentes casos em que se chocam, qual deveria ser preponderante? Programas Sociais devem levar em conta, em primeiro lugar, as necessidades das pessoas ou as determinantes dos negócios?
Penso que programas sociais de governo devem levar em conta o alcance humano, a capacidade libertadora das iniciativas, o poder de despertar orgulho e de dar novo colorido à vida das pessoas. Programas Sociais devem ter a capacidade de despertar nova motivação, significar crescimento pessoal e induzir desenvolvimento social.
Para que não sofram solução de continuidade, obviamente estes programas também devem levar em conta as capacidades financeiras e econômicas dos agentes. Entretanto, estas questões devem ser consideradas como obstáculos a serem superados e nunca como muros intransponíveis ou fatores determinantes.
Alguns programas sociais dos governos Lula e FHC, aparentemente, visavam, e visam, os mesmos objetivos. Exemplo disso é o programa que procura levar energia elétrica para os excluídos desse serviço fundamental. Luz no Campo, no governo FHC e, Luz para Todos, no governo Lula.
Há quem afirme que um programa é apenas a continuidade do outro. Vejamos.
O programa Luz no Campo (Governo FHC), embora tivesse o mesmo objetivo do Luz para Todos (Governo Lula), considerava, determinantes, fatores como viabilidade econômica, capacidade e interesse de investimento das concessionárias, tempo de retorno dos investimentos ou viabilidade técnica, na decisão de levar energia para as comunidades. Além do mais, os consumidores tinham que pagar pelos custos envolvidos para que a rede chegasse até suas residências.
Tratava-se de um Programa de grande alcance social, entretanto a dimensão econômica se sobrepunha à dimensão humana.
No Programa Luz Para Todos (Governo Lula) tomou-se a decisão de que nenhum brasileiro poderia ficar sem energia elétrica e as questões econômicas e técnicas teriam que ser superadas para viabilizar essa decisão. E os beneficiados não precisariam pagar os proibitivos custos da instalação – pagariam apenas a energia que consumissem.
A dimensão humana foi colocada acima da dimensão econômica.

Dimensões: política ou econômica?
A visão neoliberal de mundo não compreende estados nacionais, diversidade cultural, diferenças históricas, ou, muito menos, dificuldades e necessidades regionais. Ao olhar para o mapa-múndi, o que um neoliberal percebe são as oportunidades de negócio.
O Governo de um país com os profundos problemas sociais e desigualdades regionais, como o Brasil, não pode subordinar suas decisões apenas à dimensão econômica.
A velha questão filosófica “para onde caminha a humanidade” nos impõe um outro olhar sobre os valores que devem nortear a vida do País.

Gelatina e Pavê para todos, o ano inteiro
Apesar de todas as confusões e até desilusões dos tempos que correm, é preciso parar, respirar fundo, dar uma circulada, e olhar a paisagem com um outro olhar, um novo olhar. Perceber novas nuance de cores que se apresentam no crepúsculo.
Apesar das tantas coisas que nos revoltam, é possível perceber que nestes últimos tempos desenvolveram-se programas que apontam para um novo Brasil. Programas que colocam as dimensões humanas muito acima da dimensão dos negócios.
Há espaço para pensar na satisfação e no orgulho das pessoas. Como aquelas crianças que ficaram horas esperando uma pedrinha de gelo.
Era o Nosso Gelo – feito por nós na nossa própria casa – e ninguém mais tiraria de nós.
Hoje: uma pedrinha de gelo e uma pontinha de orgulho. Amanhã: gelatina, pavê e cabeça erguida para todos o ano inteiro.

(Eleições /2006)

“Um outro mundo é possivel”

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